sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Natal cheio de amor


 Para todos vós celebro o Natal ♡♡♡




Sobre a mesa, o perfume invade,  

Corações celebram de garfo em mão. 

Gastronomia, arte de união,  

Onde o sabor torna-se emoção.  

Dizer que os pratos são história para contar,  

Memórias que nos fazem amar,  

Comensalidade, calor do lar,  

Em cada tempero, o olhar a brilhar.  

Fazedores de amor, mãos em sintonia,  

Mistura ingredientes, cria alegria,  

Cozinhar é um ato de entrega sincera,  

Vista-se de afeto, a mesa 

e, é natal

um laço, um enlace,  

Na partilha do amor, o paladar é base,  

a união, o tempo se faz memória,  

E o sabor se torna a história.  


Salvé o Natal 2024 ♡

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Um ano... e já é o fim do mundo

 “No fim do mundo”, onde tudo pode ser promissor, os perdedores instalam-se na procura da fuga urbana para um futuro em silêncio. Pisam os sonhos alheios, tentando colmatar as suas próprias ideias, surgidas como pop-ups de seres iluminados, mas que muitas vezes soam vazias. É um lugar onde as expectativas se elevam, mas a realidade pesa como uma sombra.



Neste cenário apocalíptico da “gastronomia”, grandes nomes da história ecoam, lembrando glórias passadas em um presente repleto de incertezas. Abrem-se latas de lula, pretensiosamente, como se essa iguaria pudesse transformar o comum em extraordinário, uma tentativa de enaltecer aqueles que chegam. Imita-se para provar singularidade em meio à multidão, mas a essência perde na superficialidade das aparências e das amizades.

É uma dança entre a esperança e a desilusão, um jogo de luzes que ofusca a verdade. Todos procuram o seu espaço, mas no fundo, muitos sentem-se igualmente vazios, aguardando a sinfonia que nunca começa. “No fim do mundo”, a promessa de um recomeço é entrelaçada com a melancolia de um passado mal vivido. 

Atirar pedras ao vizinho faz caminhar no corredor do karma que sucumbe com o peso das gentes.

Não. Não é o fim do mundo, estás no lapso do tempo, criado pelo universo, é aqui que tudo começa, tudo.




observei-os fascinada no laboratório escuro.

  Sob as oliveiras centenárias de Monsanto, onde as pedras parecem guardar os segredos do início do mundo, o tempo parou.  Não sou apenas a ...