domingo, 22 de setembro de 2024

hipérbole "incrível "


Tenho dado por mim a pensar...
Nos últimos anos, a gastronomia vive uma revolução que traz novos sabores, técnicas e apresentações de pratos que conquistam os paladares mais exigentes. Não obstante, esta tendência também traz o exagero no uso da palavra "incrível". Praticamente qualquer prato servido em restaurantes, desde os mais simples até os mais elaborados, é frequentemente descrito como "incrível". Essa super-exposição da palavra acaba por tirar peso e significado, transforma-a num mero clichê.
Quando tudo é “incrível”, o consumidor/ comensal pode se sentir confuso e até mesmo desconfiado. O termo perde o valor descritivo e crítico, faz com que experiências gastronómicas que realmente merecem destaque sejam diluídas num mar de adjetivos vazios. O valor da autenticidade e da crítica construtiva na gastronomia é fundamental, urge resgatar a apreciação de sabores e texturas sem recorrer a hipérboles que,  apesar de bem-intencionadas, podem acabar por banalizar a verdadeira arte de cozinhar. Num mundo onde tudo é "incrível", o que é que realmente se destaca?


terça-feira, 17 de setembro de 2024

Cont'ornos

 Na quietude do entardecer, quando o sol se despedia de maneira tímida, uma brisa suave acaricia os campos. É um momento de adormecer rural, onde a serenidade se instala como um cobertor macio sobre a terra. As sombras começam a dançar nas folhas, e a paisagem, envergonhada, se escondia sob um véu de pouca luz, como se temesse ser observada na sua fragilidade.

Os contornos das árvores tornavam-se borrões escuros, e o murmúrio do rio próximo soava como um sussurro de segredos guardados. A natureza, nesse instante, parecia respirar num ritmo lento, quase hesitante, como se preparasse para um sonho profundo, onde as cores se desvanecem e os sons se tornam ecos distantes.


Era o cenário manso que a vida rural revela na sua verdadeira beleza, uma beleza que não precisa de luz intensa ou de grandes alardes. Apenas a suavidade do crepúsculo, onde cada sombra carrega um segredo, e cada raio de luz que se despedia deixa um rasto de esperança para o novo dia que, inevitavelmente, virá. Assim, a paisagem se deixa adormecer, rendida ao encanto do instante, enquanto o mundo ao redor se prepara para a noite que se aproxima.



terça-feira, 10 de setembro de 2024

Aquecem-nos a alma

Hoje acordei com este miminho,  de um cliente. 
Tenho que partilhar ♡ 


"Na pitoresca região de Idanha-a-Nova, esconde-se um verdadeiro tesouro gastronómico: a cozinha de Maria Caldeira de Sousa. Maria não é apenas uma cozinheira; é uma alquimista dos sabores, que transforma ingredientes simples em pratos extraordinários. Apesar de seu talento inegável, ela permanece uma promotora do turismo gastronómico sem o devido reconhecimento que merece.

Maria Caldeira de Sousa em casal,  são anfitriões maravilhosos,  recebem os seus convidados com um sorriso acolhedor e uma genuína paixão pela gastronomia. É incrível degustar as mesas desta cozinheira, onde cada ementa conta o poder da cultura e reflete a riqueza da herança culinaria da região. As suas receitas, cuidadosamente elaboradas, reacordam memórias e criam novas experiências, tornam cada refeição uma celebração inesquecível.

Enquanto muitos ainda não conhecem as maravilhas que saem da sua cozinha, aqueles que têm o privilégio de saborear os seus pratos sabem que estão a vivenciar algo único. O seu legado, silenciosamente, enriquece a gastronomia de Idanha-a-Nova e encanta todos que cruzam o seu caminho. Maria, responsável por Casa da Velha Fonte é, sem dúvida, uma verdadeira artista à mesa, e a sua contribuição para o turismo gastronómico é uma joia a ser valorizada."

"

observei-os fascinada no laboratório escuro.

  Sob as oliveiras centenárias de Monsanto, onde as pedras parecem guardar os segredos do início do mundo, o tempo parou.  Não sou apenas a ...