sábado, 26 de outubro de 2024

Cozinhar com honestidade

 Cozinhar uma Arte de Transformação e Sustentabilidade ♡

Cozinhar não é somente transformar ingredientes em pratos saborosos; é um caminho que envolve paixão, cuidado e profundo respeito pelos produtos que escolho. Cada ingrediente é a singularidade que merece ser valorizada, pensar nos produtos como um elemento único é fundamental para a construção de uma experiência culinária autentica.

A produção dos produtos que utilizamos na cozinha é uma extensão da nossa filosofia de vida. Para mim, construir a casta de azeite, por exemplo, é imperativo. O azeite não é apenas um condimento; é um elo entre a terra e a mesa, um símbolo de história e tradição. Ao escolher cuidadosamente as espécies que cultivamos, garantimos que cada gota que pingamos é carregada de sabor e legado.


Na minha cozinha, a procura pelo tradicional e pela sustentabilidade é a peça principal. Cada receita que preparo é uma celebração de ingredientes que honram o passado e respeitam o futuro. Quero ter a certeza de que o que cozinho aqui, ali e além é da melhor qualidade, gerado com a imensidão de amor e uma escolha criteriosa de produtores que compartilham a mesma visão.

Eu, produzo e transformo na cozinha a minha honestidade. Cada prato é um reflexo das minhas crenças e valores. Não precisamos de certificações para validar o que é natural; não precisamos de estética perfeita para que algo seja bom. A verdadeira essência da comida reside no seu sabor, na sua autenticidade e na história que conta. O que importa é a conexão que criamos com os alimentos, regiões e as pessoas que os cultivam.


Portanto, ao me aventurar na cozinha, lembra-me de que cada refeição é uma oportunidade de celebrar a vida, a tradição e a sustentabilidade. Que possamos cozinhar com o coração, transformando ingredientes singulares em experiências memoráveis, faço juz ao verdadeiro sabor que vem da simplicidade e da honestidade.


Isto tudo para vos dizer que entre tachos e cozinhas, entre ruralidades e urbanos, consegui parar para tratar das minhas árvores frutíferas e olival.

Este ano começamos com comensais em pequeno grupo para apanha, foi literalmente uma excelente idea, o turismo em pequena escala e envolver comensais em familia é uma opção reconfortante a quem se entrega a projectos.

Acabei a apanha da azeitona das minhas árvores, Galega da Beira Baixa, Cordovil de Castelo Branco, Carrasquenha (antiga, parente pobre do Olival), bical, vai ser mais um ano de azeite maravilhoso♡ 


[Temos cumprido tudo o que nos propusemos, tanto em objectivos profissionais como familiares... assim seja!]



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