segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Uma dualidade constante




 Escrito em Janeiro de 2024 por MGP num trabalho único de mim mesma.


Uma dualidade constante


Entre o sagrado e o profano

Existe um elo eterno

Que une a alma e o corpo humano

Numa dança de mistério interno


O sagrado, divino e imaculado

É o abrigo da alma cansada

É o alívio da caminhada

É a paz que dá calma ao coração aflito


O sagrado que nos eleva às alturas

sentir-se-á perto do divino

É a luz que brilha nos olhos

É o amor que transborda no destino


Mas o profano, o mundano, o terreno

Também têm o seu lugar

Na vida humana, no quotidiano

É onde encontrámos a identidade


O profano é a matéria, a terra, a carne

É o toque, o sabor, o prazer carnal

É a vida pulsante no corpo mortal

Entre o sagrado e o profano


Existe uma dança incessante

Uma dualidade constante

Que nos define e nos transforma

Não negues o profano

Pois ele faz parte da existência

Mas, procura no sagrado


A conexão com a nossa essência

Que o sagrado e o profano

Caminhem lado a lado


Que a alma encontre no sagrado

A força, e enfrente o mundo profano.

Que haja equilíbrio e harmonia

Entre o sagrado e o profano

viver a vida com sabedoria

E iluminação em cada plano.

        Maria Caldeira de Sousa


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